Viagem em Itália guiada por Roberto Rossellini

Neste artigo, tecemos uma análise detalhada sobre as peculiaridades da mise-en-scène de “Viagem em Itália” (1954), filme-berço do cinema moderno, realizado por Roberto Rossellini.

Atualmente são poucos os filmes sobre viagens de casais à beira de um ataque de nervos. Já vimos mulheres e homens que, diante de um casamento ou relacionamento amoroso destroçado, procuram explorar sozinhos as cidades mais movimentadas ou os locais mais inóspitos do nosso planeta. Temos exemplos de filmes sobre viagens como “Sob o Sol da Toscana” (2003) ou “Comer, Orar, Amar” (2010), numa perspectiva feminina, e “O Lado Selvagem” (2007), “Os Descendentes” (2011) a “A Vida Secreta de Walter Mitty” (2013), numa perspetiva genericamente masculina.

Mas, na verdade, e à excepção de alguns filmes como “Antes da Meia-Noite” (2013) de Richard Linklater, pouco vemos no cinema sobre casais em crise, ou sobre duas pessoas com discussões mais acesas, enquanto viajam.

Título do filme nos créditos iniciais © Italia Film
Título do filme nos créditos iniciais © Italia Film

Se formos além da sétima arte e contemplarmos todas as formas atualmente mediáticas de imagens em movimento, percebemos que há uma inerente necessidade de partilhar com as audiências, telespectadores e, sobretudo, users das redes sociais interativas (Instagram, Facebook, Tik Tok, etc.) imagens encantadoras de casais. Isto deve-se, obviamente, aos valores e normas sociais que nos foram culturalmente enraizados, não só como sacramento religioso, como também pelas fábulas que nos foram contadas, ou pelos fortes laços estabelecidos nos nossos próprios lares, entre os nossos pais ou os nossos avós. Ora bem, os atributos e as discussões, que levam à separação, continuam a ser subtilmente relegadas para um segundo plano, ou seja, são quase como uma imagem sem necessidade de representação, por muito que possa ser uma realidade, mais ou menos, de todos os dias.

Se voltarmos atrás no tempo, precisamente aos anos 50, o divórcio era ainda visto como tabú, com algum estranhamento e algo abismal. Coube aos cineastas autorais provar que valia a pena “captar” as consternações matrimoniais. É aí que encontramos Roberto Rossellini e o seu filme “Viaggio in Italia” – em português “Viagem em Itália”. Conhece a sua sinopse:

Viagem em Itália explora descaradamente as complexidades de um relacionamento entre Katherine (Ingrid Bergman, uma mulher jovem, vibrante e carente) e Alex Joyce (George Sanders, um homem que só pensa em dinheiro) enquanto percorrem estradas no sul da Itália para acertar a venda de uma “villa” que um tio deixara como herança.

Curiosamente, Roberto Rossellini dá-nos a conhecer, com extrema precisão, a linha ténue entre o amor e o ódio, ao mesmo tempo, que parece colocar no ecrã a sua própria vida pessoal – que foi fortemente esmiuçada pelos media, devido à sua união com a atriz Ingrid Bergman. Portanto, a viagem em Itália proposta por Roberto Rossellini acaba por ser um jogo entre a realidade e o misticismo dos elementos geográficos de Nápoles, Capri e Pompeia, onde decorreram as filmagens da obra (iniciadas a 2 de fevereiro e concluídas a 30 de abril de 1953) e onde, pouco a pouco, as personagens encontram a sua voz interior.

Ingrid Bergman e um guia turístico nas as cavernas de Cumae e Baiae em Cumas no filme
Ingrid Bergman e um guia turístico nas as cavernas de Cumae e Baiae em Cumas no filme “Viagem em Itália” (1954) © Italia Film

Esta viagem que aqui se inicia, tornou-se fulcral para estabelecer uma linha ou matriz orientadora dos trabalhos de um cineasta muitas vezes visto como um underdog do cinema italiano, mas que acabaria por ser tão ou mais inovador quando comparado aos seus contemporâneos Fellini, De Sica ou Visconti. Esta viagem em Itália é também uma viagem do La Vida es Mara enquanto casal, uma viagem sobre a mais pura das conciliações durante verão.

Assiste primeiro a “Viagem em Itália” antes da leitura deste artigo, uma vez que este contém alguns spoilers. Recomendamos-te a edição de “Viagem em Itália” em DVD da Criterion Collection, com conteúdos exclusivos, incluindo uma introdução por Roberto Rossellini, uma entrevista com Martin Scorsese e um comentário da teórica fílmica Laura Mulvey, que em alguns dos seus textos abordou este filme de Rossellini, responsável por um novo ciclo cinematográfico.

Viagem em Itália: do neo-realismo ao cinema moderno

Ingrid Bergman e George Sanders em "Viagem em Itália" (1954) © Italia Film
Ingrid Bergman e George Sanders em “Viagem em Itália” (1954) © Italia Film

Falar de Roberto Rossellini é falar, desde logo, de um cineasta apologista das coisas como um espelho autêntico, duro, e muitas vezes cruel, da realidade dos indivíduos anónimos. Foi isso que o fez ganhar fama junto do público e da crítica em “Roma, Cidade Aberta” (1945), protagonizado por uma então desconhecida Anna Magnani, que se viria a tornar sua companheira. O estilo voltaria a ser repetido nos vindouros “Libertação” (1946) e “Alemanha, Ano Zero” (1948), que juntos formam a trilogia neo-realista de Rossellini. Essa reportagem da Europa em ruínas, fragilizada pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945) impôs-se como manifestação estética, em que a possibilidade de documentar o real era de fácil assimilação pelo público, ele mesmo carenciado e, muitas vezes, apenas com pão para comer. O cinema italiano desse período expôs essencialmente a luta por melhores condições de vida, saindo fora dos estúdios, ao rodar em exteriores reais e com pessoas reais, mesmo que fossem amadores na arte de atuar.

A reviravolta na cinematografia rosselliniana acontece em março de 1948, quando o cineasta recebe uma carta de uma admiradora: Ingrid Bergman. A atriz mesmo sem falar italiano, estava disposta a trabalhar com o realizador, que sem hesitar, deu à atriz sueca a possibilidade de protagonizar um filme seu, que fez nascer um dos mais escandalosos romances que o mundo da sétima arte já assistiu. Bergman, aquela que era a atriz mais aclamada do star-system de Hollywood (tinha ganho um Óscar e protagonizado o êxito do classicismo como “Casablanca”, de 1942), virava costas à audiência e à sua família na América, para ser filmada pelos olhos de Rossellini.

Além desse contexto pessoal, a obra de Rossellini encontra novo rumo precisamente nos anos 50, porque a Itália reerguia-se dos anos fascistas e os cidadãos, agora economicamente estáveis, queriam ver no ecrã muito mais do que gente mendicante. Com Ingrid Bergman, Rossellini prescinde de filmar com atores amadores e de se focar sobre o coletivo, guiando-nos ao encontro de uma experiência mais subjetiva. Emerge, assim, um cinema centrado num registo psicológico sobre os conflitos internos das personagens como em “Stromboli” (1949) – rodado na poderosa ilha de Stromboli, em Itália – “Europa’51” (1951) e “Viagem em Itália” (1954), a designada trilogia da solidão de Rossellini.

Neles, Bergman é sempre uma mulher estrangeira ao espaço onde coloca os seus pés, e é também uma esposa fragilizada. A trilogia da solidão parece ser a trilogia de uma mulher que experiencia a falta de comunicação nos seus respetivos matrimónios. É dessa luta que se rege “Viagem em Itália” (1954), onde a crise matrimonial dos ingleses Katherine e Alexander Joyce faz-se num tabuleiro de desencontros ao longo de sete dias, cada um sufocado com o peso do ar do outro.

Katherine, como escape, começa a visitar alguns locais turísticos da região de Campania. Já Alex conversa com outras mulheres, mas sem se envolver com alguma. O vazio que ambos sentem, prova que já não há tempo para amar, não há tempo nem espaço para preencher o outro, como acontece na nossa sociedade de hoje.

Ingrid Bergman e George Sanders deambulam nas ruínas de Pompeia em
Ingrid Bergman e George Sanders deambulam nas ruínas de Pompeia em “Viagem em Itália” (1954) © Italia Film

Mesmo que usufrua da participação de atores formados e admirados pelo classicismo de Hollywood, a estética de Roberto Rossellini é oposta a esse cinema, isto porque Sanders e Bergman, parecem presos à sua câmara (e não presos ao texto, ao argumento, aqui inexistente). De facto, a recusa pela construção narrativa em tom americano faz-se porque Rossellini recusava a pré-fabricação da história, deixando-a ganhar corpo única e exclusivamente no momento da rodagem.

Facto aliás curioso para os amantes de viagem é que os três meses de rodagem de “Viagem em Itália” decorreram em simultâneo que o reiniciar de escavações em Pompeia e Roberto Rossellini, fascinado por essa que é marca inigualável na história italiana, depreendeu a importância para o drama psíquico mostrado no filme. Chegou a contactar arqueólogos, desejando descobrir algo, o que aconteceu quando descobrem o casal petrificado pela lava do Vesúvio.

Nos longos percursos pelo sul de Itália, o filme acaba por brincar com o espaço emocional e o espaço exterior, tornando-se uma “união possível” entre a ficção – a história daquele casal – com o documentário – os locais que filma na paisagem solarenga de Itália ou o facto das imagens reenviarem à mitologia greco-romana, por exemplo, quando filma estátuas em museus. É isso que veremos a seguir.

Viagem em Itália: carro, natureza, religião e morte

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Ingrid Bergman e George Sanders na sequência inicial no carro de “Viagem em Itália” (1954) © Italia Film

A escolha do filme “Viagem em Itália” para esta análise tem que ver com a sua insistente visualidade, no sentido em que o seu realizador afasta-se bastante dos estúdios e filma na rua, nos exteriores e pela forma como as suas personagens se relacionam com o mundo envolta, precisamente como nós, um casal de turistas.

Além disso, encontramos elementos fílmicos muito relacionados com as viagens que fazemos: pelo recurso a um meio de transporte (o carro), ao ambiente (a natureza e calor do sul de Itália), passando pela devoção (a religião cristã) e o fascínio dos turistas por espaços destruídos (a morte em Pompeia). Estes elementos de qualquer viagem em Itália consolidam a afirmação do apresentação do filme como road-movie. Vejamos com atenção cada um destes elementos.

A viagem inicia-se num travelling tremido, em que a câmara está no pára-brisas dentro de um automóvel em movimento propositadamente colocada ao nível do olhar de Katherine, que o conduz enquanto o marido dorme. Quando desperto, Alex parece desorientado, sem saber onde se encontra. Depois, trocam de lugares e, se em tão pouco tempo já tínhamos percebido que o automóvel era inglês, agora vemos é um Bentley Mk. VI, marca britânica de prestígio. Quer isto dizer, que o veículo serve como algo estranho face à cultura mediterrânica. Aí, descobrimos também que esta se trata da primeira viagem juntos.

Katherine: This is the first time that we’ve been really alone, ever since we married.

Resulta daí uma conversa com expressões plenas de sarcasmo – tamanhas características anglo-saxónicas -, de um casal desconfortável perante o ambiente no qual se inserem. Só o carro os parece proteger do desconhecido mundo italiano.

Katherine tem em mãos um guia de viagens com o nome deste país, que se repete através das canções e vozes napolitanas, como a do genérico interpretada por Giacomo Rondinella. Em seguida, quando Katherine e Alex chegam à propriedade do tio Homer, o caseiro Tony Burton (Leslie Daniels) e a mulher Natalia (Natalia Rai) indicam os principais locais da região como Pompeia, Castellamare, Torre Anunziata, Resina, as ilhas de Ísquia e Capri e a península do Sorrento que servirão de pano de fundo a cenas como a do terraço, onde Katherine e Alex apanham sol e estão de costas para a paisagem que os domina. Ademais, Itália está nas visitas de Katherine ao Museu Arqueológico de Nápoles, à caverna de Cuma, ao Templo de Apolo, à Solfatara de Pozzuoli e a Pompeia.

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Ingrid Bergman com um guia turístico na Solfatara de Pozzuoli, na Itália © Italia Film

A morte, que tanto fascina Roberto Rossellini e a sociedade napolitana assombra o casal desde o início. O tio Homer bem como o jovem escritor que Katherine relembra depois do casal fazer uma sesta, estão mortos e são presenças fantasmáticas no decurso de “Viagem em Itália“. O próprio poema redigido por Charles Lewington enquanto prestava serviço militar em Nápoles persiste em desaparecer da mente de Katherine.

Temple of the spirit
no more bodies
but pure ascetic images,
compared to which mere thought seems
flesh, heavy, dim.

As palavras utilizadas por Lewington supostamente descreviam o que sentira na sua visita a lugares como o museu local e que Katherine decide ver adiante. Nessa sequência, a mise-en-scène de Rossellini acentua um certo movimento confinado às estátuas. Essas figuras imobilizadas em pedras ganham uma fluidez constante nos movimentos de câmara.

Quanto a Pompeia, é aí que o casal é confrontado diretamente com as ruínas da cidade destruída pela erupção do Vesúvio ocorrida em 79 a.C., que vitimou inúmeras pessoas. Mais de dois mil anos depois, os arqueólogos encontraram corpos humanos datados da época, recompostos através do gesso colocado nas cavidades do solo, que porventura preenche o mesmo vazio sentido pelas almas dos Joyce. Vemos então duas formas, ‘un uomo e una donna’, possivelmente marido e mulher, apanhados no exato momento de transição entre a vida e a morte daquela cidade. Infelizmente, não conseguiram escapar à erupção do Vesúvio, da mesma forma que Katherine e Alex não conseguem escapar aos seus problemas conjugais diante da natureza morta.

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Os corpos descobertos em Pompeia na rodagem de “Viagem em Itália” (1954), de Roberto Rossellini © Italia Film

Vejamos agora e, para terminar, a sequência da revelação de “Viagem em Itália”. Nos últimos minutos, Katherine e Alex estão outra vez no automóvel e sem o saber são conduzidos a um aglomerado de pessoas que caminha rumo uma procissão. Essa sequência é muito importante porque é aqui que todos os elementos da mise-en-scène de Rossellini coincidem. Alex aproveita para discutir os pormenores do divórcio enquanto Katherine expõe que provavelmente o problema do matrimónio seja a ausência de um filho – até já notara vários carrinhos de bebés por Nápoles.

A possibilidade de reconciliação é levantada por ela, mas ele responde com sarcasmo, decidindo sair do carro. Então, Rossellini foca Nossa Senhora e, de repente, os habitantes locais, proclamam em conjunto ‘Miracolo! Miracolo! Miracolo!’, pois um paralítico voltou a andar. Nem o casal nem o espetador vêem o sucedido, mas é desse imprevisível e invisível que Katherine é tocada pela realidade. Katherine é salva da lava de gente por Alex, e abraçam-se como o casal petrificado pela erupção do Vesúvio.

Alexander: Katherine, what’s wrong with us? Why we torture one another?
Katherine: When you say things that hurt me, I try to hurt you back, don’t you see, but I can’t any longer, because I love you.
Alexander: Perhaps we get hurt too easily.
Katherine: Tell me that you love me.
Alexander: Well, if I do, will you promise not to take advantage of me?
Katherine: Yes. But I want to hear you say it.
Alexander: All right, I love you.

O milagre da reconciliação acarreta a possibilidade de conversão, ou seja, as coisas são filmadas com o propósito do espectador mudar de perspetiva, como um novo rumo que o matrimónio está disposto a tomar. Mas este não é um happy-end típico de Hollywood, porque o casal não se beija. O destino dos Joyce em “Viagem em Itália” precisa de ser deixado em aberto para que sejam eles mesmos, uomo e donna.

Rossellini não faz um apelo social e mostra a simplicidade da vida humana, fazendo nascer um cinema com um novo tempo: do final em aberto. “Viagem em Itália” é quase como uma viagem eterna, porque não saberemos como pode terminar a relação entre Katherine e Alexander. Este fluxo contínuo de tempo assumir-se-ia, inclusive, como definição primeira do cinema definidor da década seguinte, o da Nouvelle Vague francesa.

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Ingrid Bergman e George Sanders na sequência do Miracolo em “Viagem em Itália” (1954) © Italia Film

Aquando do lançamento, “Viagem em Itália” foi um autêntico flop. Foi lançado com publicidade limitada em Itália a 7 de setembro de 1954, época do ano notoriamente difícil para novos filmes na Itália, não só porque os cinemas e as escolas estavam fechados, como também os italianos voltavam das férias. Atualmente “Viagem em Itália” tem um papel significativo nas discussões de estudiosos cinematográficos e figura em 41º lugar na lista dos melhores filmes de sempre da prestigiosa revista britânica Sight & Sound.

Infelizmente, até ao momento de redação deste artigo não tivemos oportunidade de viajar até à região da Campania, onde decorreu a rodagem deste filme. Mesmo assim, consideramos importante colocar uma foto da cópia da estátua de “Amore e Psiche”, que se encontra na Galleria degli Uffizi em Florença, na Itália, isto com uma simples razão: não serão Katherine e Alex uma representação mais contemporânea da relação entre Eros (o amor) e Psique? Afinal Psique nunca viu o rosto de Eros e quando isso acontece é transformada em imortal: como a “imortalidade” daquele casal, que na sequência final de “Viagem em Itália” parece estar num espaço além do humano, esse Olimpo de seres apaixonados.

Nota: Para este artigo foram visionados vários filmes de Roberto Rossellini e lidos vários textos onde a sua cinematografia é discutida e refletida. A maioria desses textos encontram-se no catálogo “Roberto Rossellini e o Cinema Revelador”, editado pela Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, à venda na livraria Linha de Sombra. A obra apresenta textos de João Bénard da Costa, Jacques Rivette, Jean-Luc Godard e Eric Rohmer.

Viagem em Itália: Ficha Técnica

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Ingrid Bergman e George Sanders em Pompeia no filme “Viagem em Itália” (1954) © Italia Film

Título original: Viaggio in Italia
País de Produção: Itália
Ano de Produção: 1953
Estreia em Portugal: 28 de outubro de 1955
Realização: Roberto Rossellini
Produção: Roberto Rossellini, Adolfo Fossataro e Alfredo Guarini

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