15 Melhores filmes para uma noite de verão

O La Vida es Mara partilha uma lista dos 15 melhores filmes para ver numa noite de verão, depois de um dia inteiro ao sol.

Desde bastante cedo na história do cinema que no verão são lançados filmes do género familiar, comédias românticas um pouco tolas e alguns filmes de ação explosiva, que se tornam eventualmente poderosos blockbusters nas bilheteiras mundiais. Porém, apesar de agradarem às audiências, esses filmes revelam-se tremendos fracassos por parte da crítica especializada. Isto porque as grandes distribuidoras cinematográficas de Hollywood aproveitam o verão para lançar filmes mais leves com o intuito único de entreter os públicos que não aguentam o calor dos dias ao sol.

Entre um dos casos dessa lógica de distribuição encontramos “Mamma Mia”, lançado no verão de 2008, e que obteve críticas mistas, mas com um sucesso gigantesco na bilheteira, com mais de 615 milhões de dólares arrecadados. É evidente que o público gosta de filmes para descontrair no verão, para assistir nas noites mais calorosas do mês de agosto (ele próprio cerne de alguns filmes) em que parece ser difícil adormecer, fazendo-se acompanhar de um delicioso balde de pipocas caseiro e de um refrescante copo com água.

Praia Malvarrosa em Valência, Comunidade Valenciana, Espanha © lavidaesmara
Praia Malvarrosa em Valência, Comunidade Valenciana, Espanha © lavidaesmara

Não será demais relembrar que o verão é também a altura do ano em que a nossa vida estagna, em que podemos parar para refletir sobre as decisões passadas e as potenciais escolhas futuras. No verão, abandonamos a nossa forma de vida mais ansiosa, relacionada com o trabalho, e preparamos uma viagem, desfrutamos tranquilamente da família e dos amigos, ou de um simples dia na praia que transpõe a ideia do “dolce far niente” – o prazer de não fazer nada. O verão é um momento de passagem, de amadurecimento capturado já tantas vezes pelo cinema. Quer gostes do verão ou não, é certo que a finais do mês de setembro já não serás a mesma pessoa.

Para passares esta temporada o mais entretido possível, o La Vida es Mara apresenta-te uma lista de filmes sobre o verão para ver depois da praia. A lista segue uma ordem de lançamento (do filme mais antigo ao mais recente), e a ele juntamos a sua sinopse oficial.

1. Sorrisos duma Noite de Verão (1955), de Ingmar Bergman

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“Sorrisos duma Noite de Verão” © Svensk Filmindustri (SF)

Com base na peça de William Shakespeare “Sonho de uma Noite de Verão“, apresentada na década de 1590, o realizador sueco Ingmar Bergman mostra neste filme uma faceta pouco conhecida do público, combinando situações perfeitamente hilariantes com um registo trágico e intenso. Tendo como cenário a transição do século XIX para o século XX, “Sorrisos duma Noite de Verão” conta a história de Frederick, um homem com um filho já adulto, que casou com uma mulher ingénua, com a qual nunca consumou o casamento. Frederick sacia as suas necessidades sexuais com Desiree, uma atriz que tem diversos amantes, e o inevitável acontece: ambos são apanhados em flagrante por Malcolm, um conde que sustenta a atriz a troco dos seus favores. Este filme serviu de inspiração à obra de Woody Allen “Comédia de Uma Noite de Verão”, lançado em 1982.

2. Longa Viagem para a Noite (1962), de Sidney Lumet

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Katharine Hepburn em “Longa Viagem para a Noite” (1962) © First Company

Numa peça assumidamente autobiográfica, Eugene O’Neill dá-nos a ver um dia de verão da problemática família Tyrone. Esta é composta por um pai, James (Ralph Richardson), outrora ator consagrado, que não aceita o seu declínio. Uma mãe, Mary (Katharine Hepburn), constantemente alienada, que vive no passado, e tem problemas com drogas. Um filho mais velho, Jamie (Jason Robards), que combate com álcool os erros e frustrações da sua vida. E e um filho mais novo, Edmund (Dean Stockwell), um escritor sensível e orgulho de todos, mas com a notícia de que talvez sofra de tuberculose. Neste filme, o cineasta Sidney Lumet coloca a ação num só dia, filmando a peça tal e qual como estava escrita, e sufocando o espectador num ambiente familiar complexo.

3. Mergulho no Passado (1968), de Frank Perry e Sydney Pollack

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Burt Lancaster em “Mergulho no Passado” (1968) © Horizon Pictures

Adaptação de um relato de John Cheever, “Mergulho no Passado” decorre num caloroso dia de verão, quando o maduro e atrativo Ned Merrill (interpretado por Burt Lancaster) aparece num pátio de um amigo de classe alta, que já não vê há bastante tempo e que vive numa zona residencial suburbana de Nova Iorque. Antes que qualquer um dos vizinhos possa saudá-lo, Ned mergulha na piscina e começa a nadar com tamanha energia e vitalidade. É então que o nosso protagonista percebe a proliferação de piscinas na urbanização, e pretende nadar de volta a casa, simplesmente saltando de uma piscina para a outra. Decide designar esse seu percurso como rio Lucinda, em homenagem à sua esposa e em cada nova piscina, Ned inicia curtas conversas com os seus vizinhos, desvendando algo mais sobre eles e sobre si mesmo.

4. A Piscina (1969), de Jacques Deray

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Alain Delon e Romy Schneider em “A Piscina” (1969) © Société Nouvelle de Cinématographie (SNC)

Jean-Paul e Marianne – os belíssimos Alain Delon e Romy Schneider – formam o casal ideal e estão de férias na bela cidade de Saint-Tropez. Tudo segue bem, até que dois visitantes chegam: Harry e sua filha Penelope. O problema é que Harry é um antigo amante de Marianne. As altas tensões aumentam ainda mais quando Jean-Paul tenta seduzir Penelope. “A Piscina” voltou a ganhar destaque recentemente, com o lançamento do remake assinado por Luca Guadagnino “Mergulho Profundo”, e estreado quase 45 anos depois do filme original.

5. Tubarão (1975), de Steven Spielberg

Richard Dreyfuss e Robert Shaw em “Tubarão” (1975) © Universal / Bud Gray

Um terrível ataque a banhistas é o sinal de que a praia da pequena cidade de Amity virou refeitório de um gigantesco tubarão branco, que começa a alimentar-me dos turistas. Embora o presidente da câmara queira esconder os factos dos meios de comunicação, o xerife local (Roy Scheider) pede ajuda a um ictiologista (Richard Dreyfuss) e a um pescador veterano (Robert Shaw) para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam.

6. Paulina na Praia (1983), de Éric Rohmer

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Simon de La Brosse e Amanda Langlet em “Paulina na Praia” (1983) © Les Films du Losange

A série de “Comédias e Provérbios” consta de seis filmes, como os “Contos Morais”. O título genérico da série é tirado de um grupo de peças de Musset, destinadas a serem lidas e não encenadas. A ação é levada pelo verbo, pois muitas personagens de Rohmer agem como se fossem personagens da literatura. Talvez, por isso, o “provérbio” que serve de epígrafe a este filme seja uma citação do autor medieval Chrétien de Troyes, “Qui trop parole, il se mesfait”. Em linguagem mais simples: “Quem fala demais, acaba por se perder”, ou na versão portuguesa semelhante: “Quem diz o que quer ouve o que não quer”. “Paulina na Praia”, terceiro filme da série, confronta os jogos de sedução e desejo de adolescentes e de adultos, no período estival, em Deauville.

7. Não Dês Bronca (1989), de Spike Lee

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Spike Lee e Rosie Perez em “Não Dês Bronca” (1989) © 40 Acres & A Mule Filmworks

O filme conta a história de um italiano proprietário de uma pizzaria no bairro de Bedford Stuyvesant, uma zona problemática de Nova Iorque nos anos 1980, onde a grande maioria dos residentes são afro-americanos. O seu negócio atrai clientes, até que se envolve em discussões com alguns moradores locais, gerando um conflito inter-racial. “Não Dês Bronca” integrou a Secção Oficial do Festival Internacional de Cinema de Cannes em 1989 e foi nomeado a dois Óscares da Academia para Melhor Ator Secundário (Danny Aiello) e Melhor Argumento Original, escrito pelo próprio Spike Lee. No elenco conta-se os nomes do próprio Spike Lee, Ossie Davis, Ruby Dee, Giancarlo Esposito e John Turturro, entre outros.

8. Conto de Verão (1996), de Éric Rohmer

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Aurelia Nolin e Melvil Poupaud em “Conto de Verão” (1996) © Big World Pictures

Nos dez anos que vão de “O Raio Verde” a “Conto de Verão”, Éric Rohmer interessou-se por personagens cada vez mais jovens e, por conseguinte, indefinidas. O contexto narrativo deste filme, um dos “Contos das Quatro Estações”, é próximo ao de “Pauline na Praia” [já apresentado nesta lista], em que as personagens não recapitulam o que se passou, como nos “Contos Morais”, nem têm teorias literárias sobre a vida, como nas “Comédias e Provérbios”. Não dominam os acontecimentos, deixam-se levar. Neste caso, trata-se de um rapaz em férias de verão, em permanente hesitação entre três raparigas, com quem marca encontros simultâneos. Filme do calor e da juventude, “Conto de Verão” guarda a ligeireza da estação e o rasto da comédia burlesca.

9. Lilo e Stitch (2002), de Dean DeBlois e Chris Sanders

“Lilo e Stitch” (2002) © Walt Disney Pictures

Lilo é uma rapariga havaiana que se sente muito só e que adopta um cão a que dá o nome de Stitch. Stitch seria o animal de estimação perfeito para Lilo, mas o pequeno ser não é propriamente um cão… Stitch é, na realidade, o resultado de uma experiência genética extraterrestre – a Experiência 626 – que fugiu do seu planeta natal e cuja nave espacial acabou por despenhar-se na Terra. Tem orelhas enormes e capacidades auditivas e visuais fora de série, mas não foi programado para ter sentimentos. Através da crença na “ohana”, um conceito havaiano de família, Lilo vai conseguir abrir o coração de Stitch, que começa a ganhar a capacidade de se preocupar com outra pessoa.

10. Almoço de 15 de agosto (2008), de Gianni Di Gregorio

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Valeria De Franciscis em “Almoço de 15 de Agosto” (2008) © Archimede

Gianni, homem de meia-idade, mora com a velha mãe viúva em Roma. As suas despesas acumulam-se, e o tradicional feriado de 15 de agosto, celebrado por todo o país, aproxima-se. Sabendo das suas dificuldades financeiras, o proprietário do apartamento faz-lhe uma proposta: se Gianni hospedar a mãe dele no feriado, perdoará parte das suas dívidas. Ao saberem disso, o seu médico e um dos seus amigos pedem-lhe para que fique com as mães. Subitamente, o pequeno apartamento de Gianni vê-se repleto de idosas e o seu feriado de 15 de agosto vira o divertidíssimo centro de dia.

11. Mergulho Profundo (2015), de Luca Guadagnino

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Dakota Johnson em “Mergulho Profundo”

Marianne Lane (Tilda Swinton) e Paul De Smedt (Matthias Schoenaerts) estão de férias na ilha de Pantelleria, na região da Sicília em Itália. Ela é uma estrela de rock, ele, bastante mais jovem, é fotógrafo. Os dois estão apaixonados e aproveitam o tempo que lhes sobra para uma reaproximação, após as constantes ausências a que são obrigados devido às suas profissões sempre absorventes. Mas aquela tranquilidade é interrompida com a inesperada chegada de Harry (Ralph Fiennes), produtor musical e ex-amante de Marianne, e de Penelope (Dakota Johnson), a sua jovem e bela filha. O desconforto instala-se e a dinâmica entre eles, antes tão pacífica, fica agora comprometida. Entre os quatro, dá-se início a um perigoso jogo de sedução que acaba numa inevitável tragédia. Antes de “Chama-me Pelo Teu Nome”, Luca Guadagnino assinou este thriller pantesco recheado de erotismo, apresentando uma versão atualizada do filme “A Piscina” (1969) de Jacques Deray.

12. Todos Querem o Mesmo (2016), de Richard Linklater

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Zoey Deutch e Blake Jenner em “Todos Querem o Mesmo” (2016) © Van Redin / Paramount Pictures

Ambientado na década de 1980, “Todos Querem o Mesmo” narra as aventuras e desventuras de um grupo de rapazes que se prepara para o início das aulas numa pequena universidade do Texas (EUA). Jake, caloiro, é a mais recente aquisição da equipa de basebol. Para provar que merece o lugar, vai ter de conquistar a amizade e o respeito dos veteranos. Com isso em vista, deixa-se arrastar pelas festas e enredar pelas constantes quezílias que inevitavelmente acontecem na residência universitária onde passa a morar com os novos companheiros. Durante este processo de aprendizagem e autoconhecimento, Jake conhece Beverly, uma jovem de uma outra residência, por quem se apaixona…

13. Vaiana (2016), Ron Clements e John Musker

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“Vaiana” (2016) © Walt Disney Pictures

Há dois milénios, numa pequena ilha da Polinésia, vivia Vaiana, a única filha de um chefe de uma longa linhagem de navegadores. De espírito aventureiro e apaixonado, o maior desejo dela era explorar o mundo e navegar pelo oceano. Apesar de todos os avisos do pai, que desejava que ela seguisse os seus passos como líder da tribo, a rapariga, que tinha em si a força e a coragem de várias gerações, não se coibia de sonhar com grandes façanhas. Quando, subitamente, a ilha foi ameaçada por uma escuridão inexplicável, ela percebeu que tinha chegado o momento de transpor os limites do recife, salvar a sua aldeia e procurar respostas para as perguntas que sempre a atormentaram. E foi nesta longa viagem de descoberta que conheceu Maui, um lendário semideus de quem se tornou amiga e que a ajudou a enfrentar mil perigos…

14. Verão 1993 (2017), de Carla Simón

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Laia Artigas em “Verão 1993” © Avalon

Espanha, verão de 1993. Após a morte da mãe, a menina Frida, de seis anos de idade, muda-se de Barcelona para o interior da região da Catalunha a fim de viver com os tios, agora os seus responsáveis legais. Antes do verão acabar, a miúda terá que aprender a lidar com suas emoções e se adaptar à nova vida.

15. Chama-me Pelo Teu Nome (2017), de Luca Guadagnino

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Timothée Chalamet em “Chama-me Pelo Teu Nome” © Sony Pictures Classics

Verão de 1983. Elio, de 17 anos, vive com a família em Itália, numa bela mansão do século XVII. O pai, um professor de arqueologia de renome, convida Oliver, um norte-americano de 24 anos, a passar alguns meses na sua casa, para o ajudar num projeto. Extraordinariamente inteligente, culto e educado, Elio é também um rapaz tímido e pouco preparado para a vida, que pouco tem em comum com a personalidade exuberante de Oliver. Apesar disso, à medida que o tempo vai passando e se vão conhecendo mais profundamente, uma atração difícil de ignorar surge entre os dois. Filmado na Lombardia, “Chama-me Pelo Teu Nome” venceu o Óscar de Melhor Argumento Adaptado e é um dos mais belos filmes sobre o verão, sobre os amores passageiros que se tornam amores de uma vida.

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Boa praia e bons filmes!


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